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Biografia |
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Duarte Belo nasce em Lisboa em 1968. Inicia estudos na área de Arquitectura na Universidade do Porto. Conclui licenciatura em Arquitectura, em Lisboa, em 1991. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1986 e 1991. Paralelamente à Arquitectura, desenvolve actividade em Fotografia. Expõe individualmente desde 1989. Em 1995 esteve envolvido na salvaguarda das gravuras rupestres do Vale do Côa, de que resultariam várias exposições e publicações, das quais se destaca Foz Côa, exposição no Museu monográfico de Conímbriga, integrada nos encontros de Fotografia de Coimbra em 1995, de que resultaria a edição de um livro com o mesmo título, edição Encontros de Fotografia. Desde 1986 que percorre Portugal num levantamento fotográfico progressivo de unidades de paisagem, formas primitivas de ocupação e domínio do território, lugares arqueológicos, aspectos das cidades e da suburbanidade, arquitecturas, vias de comunicação e transformações recentes do espaço habitado. Destes itinerários foram extraídas as fotografias da obra Portugal — O Sabor da Terra , desenvolvidada com José Mattoso e Suzanne Daveau e editada pelo Pavilhão de Portugal, na Expo’98 e Círculo de Leitores: obra em 14 volumes em que se procurou fixar a paisagem e povoamento num tempo longo. Em 1999 publica Orlando Ribeiro — Seguido de uma viagem breve à Serra da Estrela, Assírio & Alvim. Em aproximações à poesia portuguesa, publica Ruy Belo — Coisas de Silêncio, em 2000, e O Leitor Escreve para que seja Possível, a partir de um poema de Manuel Gusmão, em 2001, ambos edição Assírio & Alvim. Em 2001 esteve representado na Exposição Critério Visível — Imagens da Colecção Nacional de Fotografia e dos Arquivos de Fotografia do Porto e de Lisboa, mostra com o objectivo de tornar compreensível a evolução da técnica da Fotografia e do olhar fotográfico em Portugal. No ano seguinte, 2002, participa no projecto Topografias da Vinha e do Vinho, que tem como objectivo o registo das diferentes etapas da vitivinicultura, as mutações da paisagem, o património edificado e algumas manifestações sociais e culturais relacionadas com o vinho e a vinha da região da Bairrada. No mesmo ano expõe e publica, na Assírio & Alvim, O Vento Sobre a Terra — apontamentos de viagens, uma selecção de fotografias de viagens em Portugal, entre 1989 e 1997, e expõe individualmente no Centro Português de Fotografia o trabalho À Superfície do Tempo — Viagem à Amazónia, desenvolvido por encomenda daquela entidade, com o objectivo de seguir, hoje, os passos dados pelo escritor Ferreira de Castro quando trabalhou no seringal amazónico, no início do século XX, e que daria origem a A Selva, uma das obras de referência da Literatura Portuguesa. Em 2003 expõe individualmente o projecto Novos Urbanismos, Novas Paisagens para a inauguração do Museu do Vinho, em Anadia, e, em Vila do Conde, Uma Espada Trespassa o Coração, com edição Assírio & Alvim. Publica, nesse mesmo ano, Alento — Danças Ocultas, uma recolha fotográfica baseada nessa banda de concertinas, bem como na sua sonoridade. Em 2005 expõe e publica Território em Espera e edita, com o poeta Nuno Júdice, Geografia do Caos e, em 2006, Terras Templárias de Idanha, todos pela Assírio & Alvim. Está representado em colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. |
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